2014 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2014 annual report for this blog.

Here's an excerpt:

A New York City subway train holds 1,200 people. This blog was viewed about 4,000 times in 2014. If it were a NYC subway train, it would take about 3 trips to carry that many people.

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“Ela é real” – o que significa isso?

Os reis do palácio continuam a sua leitura do livro Hospital das Bonecas.
Alguns meninos trouxeram o seu boneco preferido para a aula.
Na semana passada, numa das turmas, estivemos a falar sobre esta frase: “ela é real”.

O que significa isso?

Conversamos, demos exemplos. E contra-exemplos.

No final, alguns dos meninos fizeram a sua avaliação da aula:

“Eu acho que foi importante sabermos o que é a realidade, o que significa a palavra real.”

“Os bonecos(as) são importantes na minha vida.”

” O que eu achei mais importante na aula foi quando nós estavamos a conversar, a fazer perguntas e a responder.”

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Filosofar com os reis do palácio

Entre “quantos queres” com pontos de interrogação e perguntas e um livro, os reis do palácio continuam a descobrir a filosofia.

Com o 1º ano estivemos a investigar “o que é uma pessoa?”. Através de alguns exemplos (imagens) estamos a construir aquilo que é uma pessoa. “Então, somos todos nós, que estamos na sala”, disse um dos amigos.

Começamos a trabalhar a partir do livro Hospital das Bonecas, da Ann Margaret Sharp. Todos os grupos – com exceção dos meninos do 1º ano que ainda estão a aprender a ler – têm realizado uma leitura partilhada da história para depois se lançarem na aventura do perguntar.

A leitura partilhada permite-nos trabalhar – para além do ato de ler e interpretar – a escuta ativa (temos que estar atentos para saber quando calha a nossa vez de ler a frase). Os grupos sentem que o silêncio é necessário para poder ouvir o amigo que está a ler. Percebemos também que cada amigo tem o seu ritmo de leitura e que nos podemos ajudar uns aos outros quando aparece uma “palavra difícil”.

Nas próximas semanas vamos continuar a trabalhar nas perguntas que já surgiram em aula para continuar a nossa investigação.

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Filosofia para Crianças

Durante esta semana, os Reis do Palácio andaram “à volta” com pontos de interrogação e perguntas.

A turma do 1º ano trouxe para a aula o resultado da sua investigação sobre aquele “símbolo” que estava pintado numa tampa de plástico. “É um ponto de interrogação”, disseram alguns dos meninos. E para que serve? Para fazermos perguntas, responderam.
Entre alguns momentos em que conhecemos o Flecha e o Félix (dois brinquedos que “apareceram” misteriosamente na manta), conseguimos registar no quadro de ardósia algumas ideias. “Fazemos perguntas quando não sabemos”. E o R. tentou explicar-nos porque é que o “não sei” pode ser uma resposta. Podemos aceitar o não sei como resposta? “Sim”.

O 3º ano teve como “missão” ajudar um outro grupo de alunos meu a responder a uma questão: “O que são pessoas crescidas?”. Houve algum espanto na sala pelo facto dos meninos não estarem à espera de lhes ser pedida ajuda para esta tarefa. “Se elas não sabem responder, porque é que achas que nós vamos saber?”. Respondi: não sei se vocês têm UMA resposta, mas podemos tentar responder. O que acham?
Eis algumas das hipóteses lançadas pelo grupo:

“são adultos, são a partir dos 18 anos”
“são pessoas muito responsáveis, que fazem as tarefas”
“são pessoas giras, que cuidam de si próprias”
“são pessoas que têm brincos, tatuagens, usam óculos e podem ter pirceings”
“são pessoas que fazem aquilo que querem”

Já na sala do 2º ano – onde encontramos meninas e meninos muito curiosos com a pergunta ” o que é a filosofia para crianças? ” estivemos a registar algumas respostas possíveis do quadro, para irmos investigando ao longo do ano. Passamos à leitura do 1º capítulo do livro de Ann Sharp, Hospital de Bonecas.

A semana terminou com uma visita ao 4º ano, onde, em círculo, lemos o texto já aqui referido. A leitura aconteceu em grupo e até repetimos, para podermos ouvir melhor. Foram lançadas várias perguntas sobre o texto. A dada altura, perguntei à B. se ela não queria fazer uma pergunta ou “adoptar” uma que já estivesse no quadro. Perante o não da B., o M. disse-me: “professora, eu posso emprestar uma pergunta das minhas”. E assim foi.
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Os Porquês?

Uma semana de filosofia

Os Reis do Palácio estavam bastante curiosos com a aula de Filosofia. O que vamos fazer? O que vai acontecer?
A resposta: bom, vamos ter que descobrir. Em conjunto.
Uma das palavras mais repetidas da semana, nas aulas de filosofia foi “porquê”. Este elemento faz com que o trabalho filosófico possa surgir pois “obriga-nos” a aprofundar o pensamento, a mergulhar no mar das ideias e dos pensamentos.
Nas próximas semanas vamos continuar a mergulhar em porquês e a prestar atenção aos “?” que surgirem nas nossas aulas.

Joana Rita
AEC Filosofia para Crianças


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Filosofia para Crianças

O tra­balho da filosofia para cri­anças acon­tece sobre­tudo através do ques­tion­a­mento. Tento, através de recur­sos diver­sos (uma história, uma fotografia, uma notí­cia de jor­nal, um acon­tec­i­mento do quo­tid­i­ano, entre out­ros), provo­car a questão nas cri­anças, o porquê. Não é a primeira vez que digo que a filosofia para cri­anças pro­move a existên­cia de cidadãos incó­mo­dos, capazes de ques­tionar o que se passa à sua volta, de criticar e de sug­erir alter­na­ti­vas (de uma forma justificada).
Nós vamos ao giná­sio ou inscreve­mos os nos­sos fil­hos numa activi­dade física para que eles pos­sam ter um corpo forte, flexível, resistente, enfim, mais saudável, certo? A filosofia para cri­anças per­mite esse «treino», mas ao nível do pen­sa­mento e este torna-​se mais forte, flexível e resistente.
Os pais e edu­cadores têm tam­bém a pos­si­bil­i­dade de «treinar» com as cri­anças, neste processo. Há que não ter medo da chamada «idade dos porquês», porque é isso mesmo que a filosofia para cri­anças pre­tende perpetuar.
 
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